segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

PESQUISA (II)

Globo e telejornais lideram audiência entre profissionais de comunicação

Descrição para cegos: gráfico com barras verticais mostra o resultado da pesquisa de predileção das emissoras de TV. Da esquerda para a direita, em ordem decrescente, aparecem: TV Cabo Branco com 73,9%; TV Band Manaíra, 5,7%; TV Correio, 4,5%; TV Paraíba, 4,5%; TV Diário do Sertão, 2,3%; TV Tambaú, 2,3%; TV Arapuan, 1,1%; TV Itararé, 1,1% e TV Master, 1,1%.

Quase metade (48%) dos profissionais da comunicação que atuam na Paraíba assistem tevê à noite, quase dois terços (64,6%) ligam a televisão para ver telejornal e a maioria absoluta (73,9%) sintoniza a TV Cabo Branco, afiliada da TV Globo em João Pessoa. Os dados são de pesquisa do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor).

Em segundo lugar na audiência aparece a TV Band Manaíra, também da capital. A TV Paraíba, de Campina Grande, outra afiliada Globo no Estado, empata em terceiro com a TV Correio, de João Pessoa. As TV Tambaú, da capital, e a TV Diário do Sertão, de Cajazeiras, cravaram o mesmo percentual (2,3%) no quarto lugar. As TVs Arapuan e Master (João Pessoa) e Itararé (Campina Grande) dividem a quinta posição com 1,1%, cada.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

PESQUISA (I)

 O que mais ouve, vê ou acessa quem

faz rádio, tevê ou internet na Paraíba


Quem trabalha nos meios de comunicação da Paraíba ouve mais rádio entre meio-dia e duas da tarde, das seis às oito da manhã e das cinco da tarde às sete da noite. São esses os horários preferidos de jornalistas, radialistas, publicitários e categorias afins, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24) pelo Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor).

Ouvir rádio no carro é a opção de quase metade (48%) das pessoas que responderam ao questionário do Observatório. Ouvir em casa vem em segundo lugar (27,6%). Ouvir no celular ocupa a terceira posição na preferência dos respondentes. Quanto ao conteúdo, Noticiário Geral é a opção da maioria (51%), seguido por Política (26,5%) e Música (20,4%).

Confira os resultados nos gráficos abaixo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Sobre pesquisas eleitorais

Descrição para cegos: desenho mostra uma simulação de gráfico composto por barras cujas alturas crescem no sentido esquerda para a direita. Acima destas, uma seta acompanha essa elevação. Sobre a imagem, lê-se “pesquisas eleitorais”.

Pedro Christiano*

Recentemente, vi um famoso comentarista político começar a fazer destaques com relação a incongruências que via em algumas pesquisas eleitorais e me surpreendi ao vê-lo muito preocupado em fazer ressalvas do tipo “Eu não estou aqui criticando as pesquisas”. Fiquei então me perguntando: por que essa preocupação toda em negar o que estava evidentemente fazendo? Será que as pesquisas que vemos constantemente na televisão e nos jornais são todas perfeitas a ponto de não poderem ser criticadas? Será que são todas elas boas pesquisas que nos informam realmente o que o povo pensa? Mas afinal, que condições uma pesquisa deve satisfazer para poder ser considerada uma boa pesquisa? Além disso, uma pesquisa realizada de maneira formalmente correta realmente nos fornece uma informação precisa do que pensa a população?

Vamos tentar, se não responder a essas preocupações, pelo menos levantar alguns aspectos para ajudar o leitor a tirar suas próprias conclusões sobre o quanto deve confiar nas pesquisas que nos são apresentadas. Para isso, vamos procurar ver o que dizem alguns estudiosos sobre apenas os seguintes quatro pontos importantes das pesquisas de opinião: contratante/patrocinador, amostra utilizada, atenção do respondente e intensidade da resposta.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

CONSTATAÇÃO DE JORNALISTA

Imprensa passiva diante das super aglomerações em shows na Paraíba

Descrição para cegos: multidão aglomerada diante do palco do Fest Verão, vendo-se no alto, à direita, um telão onde aparece o cantor Bel Marques, uma das principais atrações dos shows do último sábado, 8, dia de abertura do evento.

Por Rubens Nóbrega (observador credenciado)

"A imprensa vem cobrindo de forma passiva a questão da capacidade de público e dos protocolos sanitários em shows que acontecem ou estão para acontecer em breve na Paraíba, em pleno agravamento da pandemia da Covid e nova epidemia de gripe".

A constatação é de jornalista que enviou hoje (12) ao blog suas observações sobre a questão, na forma das considerações a seguir reproduzidas. Por razões profissionais e opção da fonte, a autoria do texto não será revelada e sua identidade, preservada. 

***

Colegas, 

Um programa de rádio do meio-dia informou ontem (11) que o Fest Verão teria vendido apenas 15 mil ingressos, que seria metade (50%) da capacidade do evento, como medida de contenção à pandemia.

Depois, informou que após a péssima repercussão do primeiro dia do evento, a Prefeitura de Cabedelo anunciou a redução da capacidade dos shows de 80% para 60%. 

domingo, 9 de janeiro de 2022

Observatório avalia programas de rádio e TV na Paraíba

Descrição para cegos: card do evento, ilustrado pelo conjunto formado por uma TV, o rolo de película de cinema e um microfone, além do signo convencionado como play, formado por um quadrado com um triângulo no centro, apontando para a direita. Ao lado, o título do evento: "Vícios e Virtudes do Rádio e da Tevê na Paraíba". Acima, à direita, a logomarca do Observatório Paraibano de Jornalismo, formada pelo seu nome tendo à esquerda um conjunto de telas de TV formando um globo, onde se sobressaem uma tela vermelha e outra preta. Na faixa abaixo da ilustração, vê-se a logomarca do YouTube (formada por essas duas palavras, sendo a segunda aparece sobre um tela de vídeo), seguindo-se os seguintes detalhes: "quarta - 12/01 - 18h - no canal PPJ UFPB".

O Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) apresenta na próxima quarta-feira (12) suas primeiras avaliações sobre programas de rádio e televisão de emissoras da capital e do interior do Estado.  

A apresentação será feita a partir das 18h no programa semanal do Observatório transmitido pelo YouTube do PPJ (Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, da Universidade Federal da Paraíba).

“Vícios e Virtudes do Rádio e da Televisão na Paraíba” é o tema central do programa. Terá participação de Zulmira Nóbrega (mediadora), Mariana Moreira, Mabel Dias e Ênio Max (expositores).

sábado, 8 de janeiro de 2022

A rede que incita a violência contra população LGBTQIA+

Descrição para cegos: foto da deputada Natália Bonavides discursando na tribuna da Câmara Federal, tendo o microfone à sua frente. Ela está usando máscara de proteção.

Por Mabel Dias (observadora credenciada)

Os meios de comunicação ligados a extrema direita no Brasil têm adotado uma prática na produção de reportagens sobre pautas que eles desprezam. Mesmo de maneira sutil, insuflam sua base para atacar, com discursos de ódio que geram discriminação e violência, setores vulnerabilizados da sociedade, como mulheres, população negra, indígenas e LGBTQIA+. 

Um desses meios foi a revista Oeste, que publicou uma matéria sobre a proposta da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), que através do projeto de lei 4004/2021 propõe tratamento igualitário para casais LGBTQIA+ no momento que seu casamento no civil seja declarado. Num país em que a cada hora, uma/um LGBT é agredido, o site da revista publica a seguinte manchete: “Termo ‘marido e mulher’ pode ser abolido de casamentos civis”. A reportagem é assinada por Berenice Leite, que em seu perfil no Instagram se define como “jornalista raiz”. A matéria em si segue os padrões jornalísticos, mas o título distorce o real propósito do projeto da deputada.