Imprensa brasileira é basicamente pró-Israel, avalia jornalista
Até visitar
a Palestina em 2019, o jornalista Maurício Melo ainda estava impregnado dos
conceitos, preconceitos e imagens disseminadas pela imprensa ocidental sobre mais
de 2 milhões de pessoas que sobrevivem em condições subumanas ou são mortas às
centenas, todos os meses, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Lá, ele viu e
concluiu que tudo é bem pior do que pensava, admitindo hoje que por vezes
duvidada de informações oriundas do povo oprimido por Israel, como se tais
informações fossem produto de algum “ativismo” dos que resistiam à opressão.
Maurício
Melo, 21 anos na profissão que o levou a se tornar referência no jornalismo
digital (já criou, editou, instalou ou transformou alguns dos maiores portais
noticiosos da Paraíba), participou ontem (25) do Observatório Debate, programa
do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) transmitido por nosso canal no YouTube. Ele e
Rubens Nóbrega, membro do OPJor, avaliaram a cobertura que os veículos de
comunicação brasileiros e paraibanos vêm dando ao conflito Israel versus Hamas.
“Basicamente
pró-Israel”, resume Maurício ao externar sua análise sobre a cobertura da
guerra no Oriente Médio, lembrando que o ataque do Hamas no dia 7 deste mês
contra israelenses não pode ser explicado tão somente como um ato de terrorismo
isolado. Tem a ver, lembrou, com mais de 70 anos de crescente ocupação ilegal
de territórios palestinos e desumanidades e atrocidades diversas que se expõem,
por exemplo, no assassinato de uma média de 200 pessoas por mês em Gaza e na
Cisjordânia. Segundo o jornalista, a grande maioria das vítimas é civil e
possui longevidade média não superior a 17 anos, em razão da matança continuada
a que essa população é submetida por forças israelenses.
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