quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Observatório Debate

Tragédia é o que desperta a imprensa para questão ambiental - diz professor

Descrição para cegos: foto do professor Saulo Vital durante a gravação do programa, falando ao microfone. 


Em geral, a imprensa abre espaço para questões ambientais quando acontece desastre de graves proporções ou, quando surgem projetos de governo que ameaçam o meio ambiente, procura informações e opiniões dos cientistas apenas para estabelecer algum contraponto com informações e opiniões dos governantes. “Alguns (fazem isso) com tendências”.

É assim que o professor Saulo Vital, doutor em Geociências da UFPB, avalia a cobertura da mídia às catástrofes do clima e programas governamentais nessa área. Segundo ele, se falta à imprensa ir além da cobertura da desgraça, falta ao poder público investir em uma defesa civil qualificada para fazer prevenção e fomentar uma cultura de risco que prepare as pessoas para sobreviver aos desastres naturais.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Observatório Debate

Tatiana Ramos: jornalista tem que saber trabalhar sob pressão

Descrição para cegos: foto de Tatiana Ramos durante a gravação do programa, falando ao microfone.

“Todo jornalista precisa necessariamente aprender a trabalhar sob pressão”, disse, na última terça-feira (22), a jornalista Tatiana Ramos, Gerente de Conteúdo da Rede Paraíba de Comunicação, em depoimento ao programa Observatório Debate, acessível no canal do YouTube do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor).

Tatiana entende que a pressão é motivadora, tanto que é um dos requisitos de atributo incluído no processo de recrutamento e seleção adotado pelas empresas onde atua. Ela responde pelo jornalismo das TVs Cabo Branco e Paraíba, rádios CBN de João Pessoa e de Campina Grande, portais G1-PB e Jornal da Paraíba.

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Observatório Debate

Nonato apoia Conselho de Comunicação, porém restrito à divulgação do governo

Descrição para cegos: foto do jornalista Nonato Bandeira durante a entrevista para o Observatório Debate, falando ao microfone.

Entrevistado ontem (16) pelo Observatório Debate, programa do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) no YouTube, o jornalista Nonato Bandeira apoia a criação do Conselho de Comunicação Social da Paraíba (CCS-PB), mas defende a atuação do órgão restrita aos meios e ações de divulgação do Governo do Estado.

Secretário de Comunicação Social do Estado, Bandeira entende que o Conselho não deve interferir na esfera privada e concentrar sua competência e atribuições – a serem definidas em lei – ao que produzem e promovem a própria Secretaria que ele dirige e as mídias vinculadas à EPC – Empresa Paraibana de Comunicação.

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Energias renováveis

Sombras e réstias no semiárido









Descrição para cegos: capa do livro “Energia Eólica: contratos, renda da terra e regularização fundiária”. Tem uma foto ocupando todo o espaço onde aparece a bifurcação de duas largas estradas de terra, altas torres com turbinas de geração de energia eólica dotadas de 3 longas pás, rede de transmissão de eletricidade e um céu quase encoberto por nuvens. Sobre a foto, os nomes dos autores e autoras, título e subtítulo da obra.


Por Carmélio Reynaldo (observador credenciado)

Réstias e sombras nos confundem no processo de instalação de usinas de energias renováveis no semiárido. Em um episódio do seriado Para Quem Sopram os Ventos, produzido pela Regional 2 da Cáritas Brasileiras, o agricultor Simão Salgado da Silva, de Caetés, Pernambuco, queixa-se do incômodo das sombras constantes das pás da turbina de energia eólica instalada bem próximo do seu sítio, referindo-se a elas como “réstias”.

Em se tratando da implantação dos grandes empreendimentos de energias renováveis no semiárido, essa confusão entre réstia e sombra eclipsou a percepção de todos e todas, que ficamos na penumbra da falta de informação sobre os projetos.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Observatório Debate

Ameaças e assédio no cotidiano de jornalista feminista

Descrição para cegos: imagem é captura de tela do programa. Mostra a jornalista Taty Valéria falando, um pouco de perfil, tendo diante de si um microfone. 

Ser jornalista e feminista é viver um cotidiano marcado por ameaças, assédios e provocações de todo tipo, inclusive ou principalmente da parte de colegas homens. Tudo para intimidar, pressionar ou “tirar do sério” as mulheres que trabalham no meio jornalístico, especialmente aquelas assumidamente militantes do feminismo.

Conclusões e impressões dessa espécie, manifestadas pela jornalista Taty Valéria, foram atestadas por Glória Rabay, professora de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde desenvolve pesquisas sobre feminismo e direitos humanos. As duas participaram na terça-feira (25) do Observatório Debate, programa do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) no YouTube, nessa edição ancorado pelo jornalista Rubens Nóbrega.

sábado, 22 de abril de 2023

Pesquisador do OPJor escolhido para delegação do Brasil em evento da ONU

Descrição para cegos: foto de Rayson Santos sorrindo para a câmera

Raylson Santos, extensionista e pesquisador do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é um dos quatro brasileiros selecionados pela Latin American Youth Climate Scholarships (LAYCS) para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano, a COP28, que será realizada em Dubai, de 30 de novembro a 12 de dezembro.

Ele participou da seleção concorrendo com 5.744 jovens no programa de bolsas financiadas pela LAYCS para latinoamericanos pretos, pardos e indígenas das comunidades de base para atender a conferências da ONU, entre as quais a COP28. Foram 12 selecionados de toda a América Latina, sendo quatro brasileiros.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

PROPOSTA A CANDIDATOS A GOVERNADOR

Observatório cobra a criação do Conselho de Comunicação da Paraíba 

Descrição para cegos: imagem mostra duas fotos postas lado a lado. Na da esquerda, a professora Sandra Moura conversa com o candidato Pedro Cunha Lima, que segura o documento. Na da direita, o jornalista Rubens Nóbrega tem a proposta em mãos enquanto fala com o candidato João Azevedo, que observa os papéis.

O Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) propôs na manhã desta terça-feira, aos candidatos que disputam o segundo turno das eleições para Governador do Estado, a instalação e funcionamento do Conselho de Comunicação Social da Paraíba (CCS-PB).

Documento contendo a proposta de criação e implementação do órgão, atos já previstos na Constituição do Estado, foi entregue a João Azevedo (PSB) e a Pedro Cunha Lima (PSDB) após debate entre os dois candidatos. O debate foi promovido pela TV Tambaú, de João Pessoa, nos estúdios da emissora.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Imprensa da Paraíba está preparada para a desinformação do debate eleitoral?

Descrição para cegos: desenho mostra uma mão segurando uma lupa sobre uma simulação de um documento representado apenas por linhas. No trecho que a lupa foca, nota-se que falta um trecho na linha.

Por Mabel Dias (observadora credenciada)

No último dia 7, a TV Manaíra, afiliada à TV Bandeirantes em João Pessoa, realizou o primeiro debate com postulantes ao governo da Paraíba. Um deles, Major Fábio, policial militar filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), citou a “ideologia de gênero”, como algo que iria combater, caso fosse eleito. Não houve, por parte da produção do programa, contestação à fala do militar, o que foi observado por jornalistas em um grupo do WhatsApp. O PRTB é um dos partidos da base do Presidente da República, Jair Bolsonaro, que se utiliza da desinformação para tumultuar o debate público e confundir os eleitores, com pautas conservadoras e antidemocráticas.

Com a chegada e consolidação das plataformas digitais, o jornalismo perdeu força e credibilidade. Quando um conteúdo como esse é divulgado por um pré-candidato ao Governo do Estado e não há nenhuma resposta pela emissora que promove esse debate ou dos jornalistas que estão na produção do programa, informando que se trata de uma informação falsa, os telespectadores assimilam que tal conteúdo é verdadeiro, acreditam nele e o divulgam. E o jornalismo perde mais uma vez.