terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

PESQUISA (III)

G1PB lidera acessos entre profissionais da comunicação

Descrição para cegos: gráfico em forma de pizza fatiada mostra a preferência dos profissionais de comunicação da Paraíba no acesso à internet. A maior fatia (66.3%) é pelos portais. Os sites têm 23,5% dos acessos e os blogs, 10,2%.

Quase dois terços dos jornalistas, radialistas, publicitários e outros que atuam em comunicação na Paraíba usam Internet mais pela manhã, quando a maioria absoluta (73,7%) desse público acessa portais como o G1PB, MaisPB e o Wscom, de João Pessoa, segundo pesquisa do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) divulgada nesta terça-feira (7).

Das 100 pessoas que responderam ao questionário disponível neste blog desde 22 de novembro de 2021 e enviado um mês depois a veículos de todo o Estado, 61 (61,6%) preferem visitar ou visitam a web pela manhã. O segundo horário mais acessado é o noturno (22,2%). A tarde ficou com 14,1% das preferências e a madrugada, com apenas 2%.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Os detratores

Descrição para cegos: foto de uma máscara das usadas para prevenir contaminação por covid, sobre o teclado de um notebook.

Por Rubens Nóbrega (observador credenciado)

Ano passado, li em rede social e ouvi no rádio os professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) serem chamados de ‘vagabundos’ porque não dariam aulas presenciais na pandemia. Teve reprise nessa quinta-feira (3): os mesmos ‘vagabundos’ estariam usando a nova escalada da Covid como desculpa para não voltarem à sala de aula.

Curiosamente ou nem tanto, a infâmia partiu em 2020 de um professor aposentado da área de Comunicação; no rádio, de dois jornalistas ativos em programas da linha ‘popular’, ambos formados em Comunicação por universidades públicas, entre as quais a própria UFPB. Dessa vez, eles não cometeram ataque explícito. Usaram o deboche que os seus ouvintes devem assimilar como ‘humor’.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Violência e cobertura midiática: um caso para reflexão na TV de João Pessoa

Por Joana Belarmino (observadora credenciada)


Descrição para cegos: captura de tela do Bom Dia Paraíba de hoje. Mostra o carro incendiado com a pintura descascada pela ação do fogo, em uma área descampada, próximo a algumas árvores. À sombra destas, veem-se algumas pessoas e outros carros. Na parte inferior da imagem, aparecem a marca Bom Dia Paraíba (um sol nascendo e as letras PB), a hora da transmissão (6:58) e as legendas: “Violência na Capital” e “Dois corpos foram encontrados ao lado de carro incendiado”. No canto inferior direito, lê-se “Ao Vivo” sobre as marcas das TVs Cabo Branco e Paraíba.

Tenho assistido regularmente aos telejornais da TV Cabo Branco, sobretudo o Bom Dia Paraíba e o JPB 1ª edição. A cobertura, no geral, adota o jornalismo informativo, enquanto as críticas e reclamações são delegadas à audiência, que envia seus comentários via aplicativos de rede social, os quais são lidos na bancada dos telejornais.

Nada tenho contra o jornalismo informativo e o de serviços. Os gêneros são fundamentais para manter a sociedade informada. Falta, porém, nos telejornais assistidos, análise, argumentação, trabalho de compreender e apresentar a realidade das coberturas para além dos fatos do dia a dia, o que encaminha a audiência para uma espécie de banalização e “naturalização” dos acontecimentos. 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

PESQUISA (II)

Globo e telejornais lideram audiência entre profissionais de comunicação

Descrição para cegos: gráfico com barras verticais mostra o resultado da pesquisa de predileção das emissoras de TV. Da esquerda para a direita, em ordem decrescente, aparecem: TV Cabo Branco com 73,9%; TV Band Manaíra, 5,7%; TV Correio, 4,5%; TV Paraíba, 4,5%; TV Diário do Sertão, 2,3%; TV Tambaú, 2,3%; TV Arapuan, 1,1%; TV Itararé, 1,1% e TV Master, 1,1%.

Quase metade (48%) dos profissionais da comunicação que atuam na Paraíba assistem tevê à noite, quase dois terços (64,6%) ligam a televisão para ver telejornal e a maioria absoluta (73,9%) sintoniza a TV Cabo Branco, afiliada da TV Globo em João Pessoa. Os dados são de pesquisa do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor).

Em segundo lugar na audiência aparece a TV Band Manaíra, também da capital. A TV Paraíba, de Campina Grande, outra afiliada Globo no Estado, empata em terceiro com a TV Correio, de João Pessoa. As TV Tambaú, da capital, e a TV Diário do Sertão, de Cajazeiras, cravaram o mesmo percentual (2,3%) no quarto lugar. As TVs Arapuan e Master (João Pessoa) e Itararé (Campina Grande) dividem a quinta posição com 1,1%, cada.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

PESQUISA (I)

 O que mais ouve, vê ou acessa quem

faz rádio, tevê ou internet na Paraíba


Quem trabalha nos meios de comunicação da Paraíba ouve mais rádio entre meio-dia e duas da tarde, das seis às oito da manhã e das cinco da tarde às sete da noite. São esses os horários preferidos de jornalistas, radialistas, publicitários e categorias afins, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24) pelo Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor).

Ouvir rádio no carro é a opção de quase metade (48%) das pessoas que responderam ao questionário do Observatório. Ouvir em casa vem em segundo lugar (27,6%). Ouvir no celular ocupa a terceira posição na preferência dos respondentes. Quanto ao conteúdo, Noticiário Geral é a opção da maioria (51%), seguido por Política (26,5%) e Música (20,4%).

Confira os resultados nos gráficos abaixo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Sobre pesquisas eleitorais

Descrição para cegos: desenho mostra uma simulação de gráfico composto por barras cujas alturas crescem no sentido esquerda para a direita. Acima destas, uma seta acompanha essa elevação. Sobre a imagem, lê-se “pesquisas eleitorais”.

Pedro Christiano*

Recentemente, vi um famoso comentarista político começar a fazer destaques com relação a incongruências que via em algumas pesquisas eleitorais e me surpreendi ao vê-lo muito preocupado em fazer ressalvas do tipo “Eu não estou aqui criticando as pesquisas”. Fiquei então me perguntando: por que essa preocupação toda em negar o que estava evidentemente fazendo? Será que as pesquisas que vemos constantemente na televisão e nos jornais são todas perfeitas a ponto de não poderem ser criticadas? Será que são todas elas boas pesquisas que nos informam realmente o que o povo pensa? Mas afinal, que condições uma pesquisa deve satisfazer para poder ser considerada uma boa pesquisa? Além disso, uma pesquisa realizada de maneira formalmente correta realmente nos fornece uma informação precisa do que pensa a população?

Vamos tentar, se não responder a essas preocupações, pelo menos levantar alguns aspectos para ajudar o leitor a tirar suas próprias conclusões sobre o quanto deve confiar nas pesquisas que nos são apresentadas. Para isso, vamos procurar ver o que dizem alguns estudiosos sobre apenas os seguintes quatro pontos importantes das pesquisas de opinião: contratante/patrocinador, amostra utilizada, atenção do respondente e intensidade da resposta.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

CONSTATAÇÃO DE JORNALISTA

Imprensa passiva diante das super aglomerações em shows na Paraíba

Descrição para cegos: multidão aglomerada diante do palco do Fest Verão, vendo-se no alto, à direita, um telão onde aparece o cantor Bel Marques, uma das principais atrações dos shows do último sábado, 8, dia de abertura do evento.

Por Rubens Nóbrega (observador credenciado)

"A imprensa vem cobrindo de forma passiva a questão da capacidade de público e dos protocolos sanitários em shows que acontecem ou estão para acontecer em breve na Paraíba, em pleno agravamento da pandemia da Covid e nova epidemia de gripe".

A constatação é de jornalista que enviou hoje (12) ao blog suas observações sobre a questão, na forma das considerações a seguir reproduzidas. Por razões profissionais e opção da fonte, a autoria do texto não será revelada e sua identidade, preservada. 

***

Colegas, 

Um programa de rádio do meio-dia informou ontem (11) que o Fest Verão teria vendido apenas 15 mil ingressos, que seria metade (50%) da capacidade do evento, como medida de contenção à pandemia.

Depois, informou que após a péssima repercussão do primeiro dia do evento, a Prefeitura de Cabedelo anunciou a redução da capacidade dos shows de 80% para 60%. 

domingo, 9 de janeiro de 2022

Observatório avalia programas de rádio e TV na Paraíba

Descrição para cegos: card do evento, ilustrado pelo conjunto formado por uma TV, o rolo de película de cinema e um microfone, além do signo convencionado como play, formado por um quadrado com um triângulo no centro, apontando para a direita. Ao lado, o título do evento: "Vícios e Virtudes do Rádio e da Tevê na Paraíba". Acima, à direita, a logomarca do Observatório Paraibano de Jornalismo, formada pelo seu nome tendo à esquerda um conjunto de telas de TV formando um globo, onde se sobressaem uma tela vermelha e outra preta. Na faixa abaixo da ilustração, vê-se a logomarca do YouTube (formada por essas duas palavras, sendo a segunda aparece sobre um tela de vídeo), seguindo-se os seguintes detalhes: "quarta - 12/01 - 18h - no canal PPJ UFPB".

O Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor) apresenta na próxima quarta-feira (12) suas primeiras avaliações sobre programas de rádio e televisão de emissoras da capital e do interior do Estado.  

A apresentação será feita a partir das 18h no programa semanal do Observatório transmitido pelo YouTube do PPJ (Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, da Universidade Federal da Paraíba).

“Vícios e Virtudes do Rádio e da Televisão na Paraíba” é o tema central do programa. Terá participação de Zulmira Nóbrega (mediadora), Mariana Moreira, Mabel Dias e Ênio Max (expositores).