Ameaças e assédio no cotidiano de jornalista feminista
Descrição para cegos: imagem é captura de tela do programa. Mostra a jornalista Taty Valéria falando, um pouco de perfil, tendo diante de si um microfone.
Ser jornalista e feminista é viver um cotidiano marcado por
ameaças, assédios e provocações de todo tipo, inclusive ou principalmente da
parte de colegas homens. Tudo para intimidar, pressionar ou “tirar do sério” as
mulheres que trabalham no meio jornalístico, especialmente aquelas
assumidamente militantes do feminismo.
Conclusões e impressões dessa espécie, manifestadas pela
jornalista Taty Valéria, foram atestadas por Glória Rabay, professora de Jornalismo
da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde desenvolve pesquisas sobre
feminismo e direitos humanos. As duas participaram na terça-feira (25) do
Observatório Debate, programa do Observatório Paraibano de Jornalismo (OPJor)
no YouTube, nessa edição ancorado pelo jornalista Rubens Nóbrega.
Pesquisador do OPJor escolhido para delegação do Brasil em evento da ONU
Descrição para cegos: foto de Rayson Santos sorrindo para a câmera
Raylson
Santos, extensionista e pesquisador do Observatório Paraibano de Jornalismo
(OPJor) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é um dos quatro brasileiros
selecionados pela Latin American Youth Climate Scholarships (LAYCS) para
participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste
ano, a COP28, que será realizada em Dubai, de 30 de novembro a 12 de dezembro.
Ele
participou da seleção concorrendo com 5.744 jovens no programa de bolsas
financiadas pela LAYCS para latinoamericanos pretos, pardos e indígenas das
comunidades de base para atender a conferências da ONU, entre as quais a COP28.
Foram 12 selecionados de toda a América Latina, sendo quatro brasileiros.
Observatório cobra a criação do Conselho de Comunicação da Paraíba
Descrição para cegos: imagem mostra duas fotos postas lado a lado. Na da esquerda, a professora Sandra Moura conversa com o candidato Pedro Cunha Lima, que segura o documento. Na da direita, o jornalista Rubens Nóbrega tem a proposta em mãos enquanto fala com o candidato João Azevedo, que observa os papéis.
O Observatório
Paraibano de Jornalismo (OPJor) propôs na manhã desta terça-feira, aos
candidatos que disputam o segundo turno das eleições para Governador do Estado,
a instalação e funcionamento do Conselho de Comunicação Social da Paraíba
(CCS-PB).
Documento
contendo a proposta de criação e implementação do órgão, atos já previstos na
Constituição do Estado, foi entregue a João Azevedo (PSB) e a Pedro Cunha Lima
(PSDB) após debate entre os dois candidatos. O debate foi promovido pela TV
Tambaú, de João Pessoa, nos estúdios da emissora.
Imprensa
da Paraíba está preparada para a desinformação do debate eleitoral?
Descrição para cegos: desenho mostra uma mão segurando uma lupa sobre uma simulação de um documento representado apenas por linhas. No trecho que a lupa foca, nota-se que falta um trecho na linha.
Por Mabel Dias (observadora
credenciada)
No último dia
7, a TV Manaíra, afiliada à TV Bandeirantes em João Pessoa, realizou o primeiro
debate com postulantes ao governo da Paraíba. Um deles, Major Fábio, policial
militar filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), citou a
“ideologia de gênero”, como algo que iria combater, caso fosse eleito. Não
houve, por parte da produção do programa, contestação à fala do militar, o que
foi observado por jornalistas em um grupo do WhatsApp. O
PRTB é um dos partidos da base do Presidente da República, Jair Bolsonaro, que
se utiliza da desinformação para tumultuar o debate público e confundir os eleitores,
com pautas conservadoras e antidemocráticas.
Com a chegada e
consolidação das plataformas digitais, o jornalismo perdeu força e
credibilidade. Quando um conteúdo como esse é divulgado por um pré-candidato ao
Governo do Estado e não há nenhuma resposta pela emissora que promove esse
debate ou dos jornalistas que estão na produção do programa, informando que se
trata de uma informação falsa, os telespectadores assimilam que tal conteúdo é
verdadeiro, acreditam nele e o divulgam. E o jornalismo perde mais uma vez.
A quem serve o discurso em defesa da redução da maioridade penal?
Descrição para cegos: colagem com fotos de Verônica Oliveira (à esquerda) e Ana Potyara (à direita), ambas olhando para a câmera
Por Mabel Dias (observadora credenciada)
“A fala do
profissional foi totalmente equivocada e fora da realidade social, demonstrando
falta de conhecimento do Estatuto da Criança e Adolescente, que deveria ser
motivo de orgulho para todos nós que moramos no Brasil”. A observação é da
conselheira tutelar Verônica Oliveira, que atua no Conselho da região de
Mangabeira, em João Pessoa.
Verônica
refere-se o comentário feito pelo apresentador do Jornal da Band Eduardo
Oinegue, no último dia 13 de junho. Ao comentar uma imagem que mostra uma
criança de 11 anos e mais dois adolescentes furtando bicicletas em um
estacionamento, Eduardo afirma, de maneira enfática: “Esse garoto de 11 anos
tem 15 passagens pela polícia. Se a gente acha que isso é normal, beleza. Se a
gente acha que o Estatuto da Criança e Adolescente está ajudando a criar uma
geração com valores sólidos, vamos em frente, mas que a gente ache alguma
coisa. Mas, para que a gente ache alguma coisa, só debatendo, analisando as
alternativas sobre a mesa, a revisão da maioridade penal é uma delas. A Câmara
dos Deputados já votou, o Senado tá enrolando. Enquanto isso, esse menino vai
voltar para as ruas”. Confira o comentário aqui:
Oficialismo não
impede jornalismo, garantem dirigentes
Descrição
para cegos: tela de abertura do programa no YouTube, apresentando, no centro,
uma série de elementos que, juntos, remetem ao jornalismo (notebook, folha de
papel escrita, lente, livros, lápis, etc.). Acima aparece o tema do programa
(Jornalismo Público na Paraíba) e à direita, sob a marca do Observatório, as fotos
de Naná Garcez, Marcos Wéric, Mafalda Moura e Rubens Nóbrega, dispostas em duas
linhas.
Burocracia nas licitações para compra
de novos equipamentos, por exemplo, e demora nas decisões emperram avanços, mas
não a prática jornalística no Jornalismo Público da Paraíba, tema do programa Observatório
Debate realizado quarta-feira (25) com participação de dirigentes de veículos oficiais
de comunicação no Estado.
Iniciativa do Observatório Paraibano
de Jornalismo (OPJor), o Observatório Debate foi transmitido ao vivo pelo YouTube
do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPJ) da Universidade Federal da
Paraíba (UFPB). Participaram as jornalistas Mafalda Moura (TV Câmara de João
Pessoa) e Naná Garcez (Empresa Paraibana de Comunicação – EPC) e o jornalista
Marcos Weric (TV Assembleia).
A estética do policialesco chegou nas plataformas digitais
Descrição para cegos: ilustração reúne vários tipos de cursores
apontando para o centro da figura.
Por Mabel
Dias (observadora credenciada)
“Uma câmera na mão, e uma ideia na cabeça.” Esta frase, dita pelo cineasta Glauber Rocha em meados dos anos 60, agora, ganha uma nova versão na era das plataformas digitais: um celular na mão e uma ideia na cabeça. Porém, em alguns casos, a ideia nem sempre é muito boa e o vale tudo para ganhar seguidores e likes é a máxima adotada – e incentivada - pelas redes sociais. Um produto que se multiplicou em todas as regiões do Brasil e faz parte da programação de quase todas as principais emissoras de TV do país, incluindo a Paraíba, ganhou novas versões nas plataformas. Na Paraíba, é a TV Oitizeiro, um “canal” onde são divulgados vídeos e fotos dos principais acontecimentos policiais que acontecem, principalmente em João Pessoa. Apesar do nome da rede referir-se a um bairro da capital, Oitizeiro, a proposta da plataforma é informar (?) aos seus seguidores sobre o que acontece em toda a Paraíba, com foco no noticiário policial.
Descrição para cegos: tela de abertura do programa
no YouTube, apresentando as fotos de Edilane, Valdice, Mabel e Zulmira. Acima,
na esquerda, aparece a marca do Observatório e mais abaixo, em destaque, o
título “O Racismo na Imprensa”.
Por Zulmira Nóbrega
(observadora credenciada)
O programa do Observatório Paraibano do Jornalismo (OPJOR), Observatório
Debate, exibido na última quarta-feira, (11/5/2022), no canal do YouTube do
PPJ - UFPB, teve como tema “O racismo na imprensa”.
No debate se destacaram as observações sobre o fato rotineiro de que
estamos nos deparando, nacionalmente, com notícias acerca de crimes
raciais. A notícia que repercutiu
naquele dia, por exemplo, foi um vídeo no qual uma mulher chama um jovem negro,
vendedor, de 'macaco' em discussão por conta de açaí, em Taguatinga, no
Distrito Federal. Assim, houve o entendimento entre os debatedores sobre a
violência racista que não para, além de manter uma escalada sem fim, conforme
os contínuos noticiários de práticas de tal tipo de crime.
Mas quando os crimes de racismo partem da imprensa? do jornalista?
Aqui na Paraíba, há três semanas, durante a transmissão radiofônica da partida
de futebol entre as equipes do Campinense e do Souza, o locutor comentou que o
jogador Douglas Lima, do Campinense, “não poderia cabecear a bola porque seu
cabelo não permitia”, fala que foi naturalizada pelos colegas de bancada, entre
risos. Percebemos que casos como estes, de injúrias raciais têm sido noticiados,
com o agravante não haver desdobramentos do caso, as devidas apurações do crime
e em consequência a impunidade dos jornalistas.